A Vivo começou a orientar funcionários e vendedores sobre a comercialização do Vivo Satélite, serviço que permitirá conectar celulares diretamente a satélites em regiões sem cobertura móvel convencional. A novidade será divulgada pela campanha “Vivo Sempre com Sinal” e deverá contemplar clientes de planos Pré, Pós e Controle. O PontoBYTE obteve, em primeira mão, informações sobre as condições comerciais do serviço, cujo lançamento pode estar próximo.
Em agosto, o PontoBYTE foi um dos primeiros portais brasileiros a noticiar os testes da tecnologia Direct-to-Cell da Vivo, que permite a comunicação direta entre celulares e satélites, sem a necessidade de antenas ou equipamentos externos adicionais. Desde então, a operadora vem avançando nos preparativos para a disponibilização comercial do recurso, que ainda permanece em fase de testes.
As informações obtidas pelo PontoBYTE revelam detalhes sobre a estratégia de lançamento, incluindo o nome comercial, a campanha publicitária, os aplicativos compatíveis e as condições previstas para os diferentes planos da operadora.
Vivo Sempre com Sinal: como funcionará a oferta?
O serviço será comercializado sob o nome Vivo Satélite, acompanhado da campanha “Vivo Sempre com Sinal”, que destacará a possibilidade de manter a conectividade em locais onde a cobertura terrestre não está disponível.

De acordo com o material de orientação comercial, a Vivo pretende disponibilizar o recurso para clientes Pós-pago, Vivo Total, Controle, Lite e Pré-pago, com as seguintes condições iniciais:
- Pós-pago, Vivo Total, Controle e Lite: Vivo Satélite incluído promocionalmente por 12 meses, sem cobrança adicional durante esse período;
- Pré-pago: acesso ao serviço mediante recargas superiores a R$ 30, ao que tudo indica, sem custos extras;
- Controle feitos antes de set/25 e Vivo Easy não estarão elegíveis.

O material não esclarece quais serão os valores cobrados após o período promocional de 12 meses, nem se haverá condições específicas para a continuidade do benefício.
Além disso, a Vivo prepara uma página dedicada ao Vivo Satélite em seu site oficial, onde os clientes poderão consultar informações sobre o funcionamento do serviço e verificar a compatibilidade de seus aparelhos. Outras áreas do portal também serão adaptadas para atender à nova oferta.
Como funciona a conexão direta com satélites?
A tecnologia Direct-to-Cell utiliza satélites equipados com infraestrutura de comunicação celular, permitindo que smartphones compatíveis se conectem à rede mesmo fora do alcance das estações rádio-base convencionais (ERBs).
No Brasil, os primeiros testes identificados pelo PontoBYTE utilizaram a rede LTE na Banda 7 (2600 MHz), com largura de banda de 5 MHz. Durante nossas investigações, foi possível detectar a rede, embora as tentativas iniciais de conexão não tenham resultado em um registro bem-sucedido.
A integração com a rede móvel convencional é um dos principais diferenciais do Direct-to-Cell, já que a tecnologia busca aproveitar os próprios modems celulares dos smartphones, dispensando equipamentos especializados. Entretanto, a conexão via satélite possui características diferentes das redes terrestres, incluindo maiores distâncias de propagação, limitações de capacidade e condições específicas de cobertura.
Inicialmente, espera-se que a utilização seja concentrada em serviços essenciais de comunicação e aplicativos compatíveis, embora a Vivo ainda não tenha divulgado oficialmente todas as funcionalidades disponíveis no lançamento.
Quais aplicativos funcionarão com o Vivo Satélite?
Além das condições comerciais, o PontoBYTE obteve acesso à lista de aplicativos e serviços previstos para funcionar por meio da conexão via satélite da Vivo.

Inicialmente, o Vivo Satélite deverá oferecer suporte aos seguintes serviços:
- Mensagens: SMS, RCS e WhatsApp;
- Navegação: Google Maps, Apple Maps e Waze;
- Serviços da operadora: aplicativo Vivo.
A seleção indica que, ao menos inicialmente, a conectividade via satélite será direcionada principalmente à comunicação por mensagens e à utilização de aplicativos de navegação, especialmente em regiões sem cobertura móvel convencional.
Ainda não foram divulgados detalhes sobre eventuais limitações de funcionamento desses aplicativos, como a disponibilidade de chamadas de voz, envio de mídias pelo WhatsApp ou utilização de recursos que demandem maior largura de banda. A lista poderá sofrer alterações até a liberação do recurso.
Acompanhe os satélites pelo aplicativo RMF

Para quem deseja acompanhar a evolução da conectividade via satélite no Brasil, o aplicativo Redes Móveis Fixas (RMF) já disponibiliza recursos dedicados ao tema.
Disponível para Android e iOS, o RMF conta com uma seção chamada Celular via Satélite, além de permitir visualizar no mapa satélites de constelações como Starlink, AST SpaceMobile e Amazon LEO.
A funcionalidade permite explorar informações sobre os satélites e acompanhar suas posições orbitais, oferecendo uma perspectiva técnica sobre a infraestrutura espacial que poderá ampliar a cobertura das redes móveis brasileiras.
É importante observar que a visualização de um satélite no mapa não significa necessariamente que o serviço Direct-to-Cell esteja disponível naquela região, já que a operação depende de compatibilidade, autorização regulatória e ativação comercial.
O aplicativo pode ser acessado pelo site Redes Móveis Fixas.
Quando o Vivo Satélite estará disponível?
Embora as novas orientações comerciais indiquem que a Vivo está se preparando para o lançamento, ainda não há uma data oficial confirmada para a disponibilização do serviço ao público. Considerando o estágio atual dos preparativos, é possível que o lançamento ocorra já em novembro de 2026, embora essa seja apenas uma estimativa do PontoBYTE, sem confirmação por parte da operadora.

Também permanecem pendentes informações sobre a lista definitiva de smartphones compatíveis. Algumas fabricantes, como a Motorola, já começaram a preparar seus aparelhos para a novidade, disponibilizando atualizações de software com configurações relacionadas à conectividade via satélite em determinados modelos de ponta, conforme revelado anteriormente pelo PontoBYTE. Essas alterações, entretanto, ainda não significam que o recurso esteja liberado para utilização pelos clientes.